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Número de internações compulsórias cresce 106%


Segundo o MPE, 631 internações compulsórias de viciados em drogas foram realizadas no primeiro trimestre de 2012 em Cuiabá


Uso de drogas: crescimento no consumo exige estrutura e organização maior por parte do Estado
JÉSSICA BENITEZ
Da Reportagem

O consumo de drogas ilícitas vem crescendo absurdamente nos últimos anos. Como conseqüência, o número de internações também subiu, principalmente as obrigatórias.

Segundo dados divulgados pelo Ministério Público Estadual (MPE), por meio da 20ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá, 631 internações compulsórias de viciados em drogas foram realizadas somente no primeiro trimestre de 2012 na capital mato-grossense.

Embasados em solicitações feitas pelos próprios familiares, os pedidos aumentaram 106% se comparado ao mesmo período do ano passado.

Na opinião do procurador de Justiça e titular da Procuradoria de Justiça Especializada da Defesa da Criança e do Adolescente, Paulo Roberto Jorge do prado, a expressiva subida nos números se deve ao aumento do consumo de drogas e também à conscientização das famílias em relação ao problema, o que faz com que elas procurem ajuda dos setores competentes.

“Por um lado, verificamos que o problema da dependência química está sendo desmascarado, a sociedade está colocando as suas feridas para fora e as famílias estão buscando o auxílio das autoridades. Por outro lado, também verificamos um consumo maior de drogas perante a juventude de todas as camadas sociais”, ressaltou.

Para que o caso seja de fato encaminhado a tratamento, é necessário realizar uma análise prévia. Os pedidos de internação são avaliados pelo Núcleo Psicossocial (NUPs) e, depois que o resultado sai, o juiz decide se haverá encaminhamento do dependente químico.

Praticamente todos os usuários são enviados ao Hospital Adauto Botelho, para que passem por uma desintoxicação. Porém, o índice de reincidência é alto: 80%, segundo o promotor de Justiça que atua junto ao Juizado Especial Criminal da Capital, Roosevelt Pereira Cursine.

É importante destacar que a internação compulsória é diferente da involuntária. “A internação involuntária ocorre quando os próprios parentes do dependente químico resolvem encaminhá-lo para tratamento. Nesses casos, a lei determina que a família informe o Ministério Público sobre a internação no prazo de até três dias”, informou o promotor de Justiça.

SEMINÁRIO - Entre os dias 02 e 04 de maio o 'I Seminário Mato-grossense sobre Drogas, Internações de Dependentes Químicos' irá abordar vários temas, entre eles os três tipos de internação: voluntária, involuntária e compulsória, com base na Lei 10.216/2001. Também haverá painéis com o tema ‘Inclusão de crianças e adolescentes em programa oficial e comunitário de auxílio, orientação e tratamento a dependente de álcool e outras drogas’. Serão realizadas, ainda, oficinas de trabalho nas áreas de saúde, assistência social e jurídico/legal. (Com Assessoria – MPE) 

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